Equidade de gênero no TI: especialistas apontam os principais desafios e avanços do cenário atual

“O progresso nas iniciativas e programas em prol da equidade de gênero no setor é notável, no entanto, ainda há muito a ser feito para chegarmos no patamar da equidade total”, afirma Sylvia Bellio, CEO da Itltech

Segundo dados do relatório UN Women’s Gender Snapshot 2022, as mulheres ocupam apenas 2 em cada 10 empregos em ciência, engenharia e tecnologia da informação e comunicação globalmente, representando apenas 16,5% dos inventores associados a uma patente.

Diante deste cenário, um dos questionamentos mais comuns é: Como podemos aumentar o protagonismo feminino no segmento? Um fator que vem causando impacto positivo nas metas de equidade de gênero do setor são os programas e iniciativas voltadas para o desenvolvimento e capacitação de mulheres na área, tais como: InfoPreta, Mulheres de Produto, PrograMaria, EducaTransForma, entre outras.

Para Sylvia Bellio, CEO da Itltech, esse comprometimento com o incentivo à formação e aprimoramento de profissionais é a chave para a inclusão. “De fato, temos mais iniciativas no mercado que estão comprometidas com o propósito da equidade de gênero no setor, porém, sempre é possível fazer mais. O estímulo às descobertas no universo da tecnologia precisa começar na base: as escolas”, aponta a empresária. “Quanto mais cedo esse interesse for despertado e aprimorado, mais profissionais de alto nível o mercado terá”, complementa.  

Elas na tecnologia: a transformação por meio das iniciativas que colocam a mulher como protagonista do setor

Gisselle Lanza, Diretora Geral da Intel para a América Latina, acredita que ainda é um desafio a ausência de um número mais expressivo de mulheres em posições de destaque na tecnologia.“De fato, houve avanços nessa questão, mas nós precisamos pensar que não queremos apenas mais mulheres ingressando no segmento, nós também queremos vê-las em posições de liderança.”, explica Lanza.

Assim como Sylvia, Pollyana de Queiroz, professora da Universidade Estadual de Goiás, também acredita que o estímulo à educação é o caminho para aumentar a presença feminina no setor, no entanto, ela alerta para um outro fator de impacto que é de extrema relevância. “Nós precisamos, claro, de cada vez mais iniciativas fomentando as vertentes da tecnologia, porém, é importante que haja mais iniciativas com propostas acessíveis a fim de atingir uma grande parcela da população que pode não dispor de muitos recursos. Acredito que a equidade de gênero, quando atrelada a esse compromisso social ganha um peso muito maior, gera mais oportunidades e age como instrumental vital de transformação”, finaliza a professora.

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