Digitalização da Saúde: 85% das Consultas já são Agendadas por Celular

Digitalização da Saúde: 85% das Consultas já são Agendadas por Celular
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Jenifer Calvi, Head de Produto e Negócios da Irrah Tech

A saúde no Brasil está passando por uma revolução silenciosa, mas profundamente impactante, liderada pela tecnologia. O que antes era uma promessa distante de inovação, hoje se consolida como uma realidade irreversível que redefine a maneira como pacientes e prestadores de serviço interagem. Um dado impressionante, revelado pela pesquisa “Perfil Paciente Digital 2025” da Doctoralia, acende um holofote sobre essa transformação: 85% dos agendamentos de consultas médicas já são realizados por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Apenas 15% ainda dependem de computadores tradicionais. Esse movimento não é apenas uma mudança de método, mas um reflexo da crescente maturidade do “paciente digital”, um indivíduo que busca conveniência, agilidade e controle sobre sua própria jornada de saúde.

Essa estatística inicial, por si só, já revela um panorama de profunda mudança. Estamos presenciando um rompimento com o modelo tradicional, marcado por longas esperas telefônicas, agendamentos complexos e a sobrecarga de recepcionistas. A ascensão do agendamento via celular é um sinal claro de que a conveniência digital se tornou um fator decisivo na escolha de serviços de saúde. O estudo da Doctoralia aprofunda esse cenário ao detalhar as especialidades que lideram o ranking de agendamentos online: ginecologia, com 12% do total, seguida por psiquiatria (9%) e dermatologia (8%). Esse padrão indica que, em áreas que demandam maior frequência ou discrição, a tecnologia se estabelece como uma aliada crucial. Ao longo deste artigo, vamos mergulhar nas camadas dessa transformação, explorando como a telemedicina expande fronteiras, como a inteligência artificial humaniza o atendimento e qual o verdadeiro impacto da digitalização para todos os envolvidos no ecossistema de saúde. Você vai descobrir como essa onda tecnológica está moldando o futuro do cuidado médico no Brasil e quais as oportunidades e desafios que se apresentam para profissionais, clínicas e, principalmente, para o paciente.

A Ascensão Inevitável do Paciente Digital no Brasil

O paciente de hoje já não é o mesmo de uma década atrás. Ele está conectado, bem-informado e exige uma experiência de serviço que se assemelhe àquelas que vivencia em outros setores, como varejo e finanças. A pesquisa “Perfil Paciente Digital 2025” da Doctoralia corrobora essa nova realidade, mostrando que a maioria esmagadora das marcações de consultas ocorre via celular. Isso se deve a uma série de fatores interligados que moldam o comportamento do consumidor de saúde. O primeiro, e mais óbvio, é a onipresença dos smartphones. O celular deixou de ser um mero aparelho de comunicação e se tornou um portal para a vida, gerenciando desde tarefas cotidianas até questões complexas de saúde. A facilidade de acessar uma agenda médica a qualquer hora, de qualquer lugar, elimina as barreiras de tempo e espaço, permitindo que a saúde seja priorizada mesmo em rotinas mais corridas.

Além da conveniência, a digitalização oferece uma nova camada de autonomia ao paciente. Ele pode pesquisar por especialidades, ler avaliações de outros usuários e escolher o profissional que melhor atende às suas necessidades, tudo com poucos toques na tela. A jornada de agendamento se torna mais transparente e controlável, o que gera uma sensação de empoderamento. A tecnologia também atua na redução de erros humanos e na melhoria do comparecimento às consultas. A automação de lembretes, por exemplo, é um recurso simples, mas extremamente eficaz, que garante que o paciente não esqueça seu compromisso. No passado, a sobrecarga das recepções era um problema crônico, com ligações perdidas e informações desencontradas. Agora, a tecnologia assume essa tarefa repetitiva e burocrática, permitindo que os profissionais de atendimento foquem no que realmente importa: o acolhimento humano.

Essa mudança não é um fenômeno isolado. Ela se insere em um contexto mais amplo de digitalização de todos os aspectos da sociedade. A expectativa é que, à medida que mais pessoas se familiarizem com o uso de aplicativos e plataformas online para gerenciar suas vidas, a adesão a soluções de saúde digital continue a crescer exponencialmente. A familiaridade com plataformas como Instagram, Twitter e Facebook, onde 23% das pessoas já pesquisam sobre saúde, segundo o mesmo estudo, cria um terreno fértil para a adoção de novas tecnologias. É um ecossistema interconectado onde a experiência do usuário, a eficiência operacional e a automação se unem para criar uma nova era no atendimento médico.

A Telemedicina se Consolida como Padrão de Cuidado

Se o agendamento online é a porta de entrada para a saúde digital, a telemedicina é o próximo grande passo da jornada. A adoção da telemedicina no Brasil está em plena ascensão, conforme apontado pelo relatório Distrito Healthtechs Report. A pesquisa revela que 87% dos pacientes adotaram a prática para suas primeiras consultas virtuais. O dado mais revelador, no entanto, é o uso contínuo da telemedicina para gerenciamento de prescrições médicas, com 93% dos pacientes utilizando essa funcionalidade. Isso mostra que a telemedicina não é mais vista como uma alternativa de emergência, mas como uma parte integrante do cuidado de rotina.

O crescimento é exponencial. A Doctoralia viu o número de agendamentos de consultas via telemedicina crescer 53% entre 2023 e 2024, saltando de 2 milhões para 3,1 milhões. O que impulsiona esse crescimento é a conveniência e o acesso. Pacientes em áreas remotas ou com dificuldades de locomoção agora podem ter acesso a especialistas sem a necessidade de longas e caras viagens. A consulta virtual elimina a barreira geográfica e permite uma maior democratização do acesso à saúde de qualidade. Essa modalidade de atendimento se mostra particularmente útil para o acompanhamento de doenças crônicas, consultas de rotina e até mesmo para a área de saúde mental, onde a psiquiatria lidera os agendamentos online.

Para os profissionais de saúde, a telemedicina oferece uma oportunidade de otimizar a agenda, reduzir custos operacionais e expandir o alcance do seu consultório para além das fronteiras físicas da clínica. A capacidade de atender pacientes de qualquer lugar do país (e até do mundo, dependendo das regulamentações) abre um leque de novas possibilidades de negócio. No entanto, o sucesso da telemedicina depende da infraestrutura digital. Clínicas e hospitais precisam investir em sistemas robustos que garantam a qualidade da chamada de vídeo, a segurança dos dados e a integração com prontuários eletrônicos. A telemedicina, portanto, é um casamento entre a necessidade do paciente por acesso facilitado e a capacidade da tecnologia de quebrar barreiras.

A Inteligência Artificial Humaniza o Atendimento

A automação no agendamento e o avanço da telemedicina são apenas a ponta do iceberg. A verdadeira revolução acontece nos bastidores, impulsionada pela inteligência artificial (IA). A Irrah Tech, por exemplo, uma especialista em soluções inteligentes para o varejo e a saúde, defende que a chave está em criar uma experiência tão fluida que o paciente sequer percebe estar interagindo com um sistema automatizado. A empresa desenvolveu o GPTMaker, uma tecnologia que permite a criação de agentes de IA personalizados para diferentes frentes de atendimento e marketing.

O GPTMaker permite que marcas treinem seus próprios assistentes virtuais com dados, linguagem e objetivos específicos. Isso significa que o bot de uma clínica de dermatologia, por exemplo, pode ser treinado com informações específicas sobre os procedimentos oferecidos, enquanto o de um hospital pediátrico pode ser configurado com uma linguagem mais acolhedora e sensível. Conforme Jenifer Calvi, Head de Produto e Negócios da Irrah Tech, a plataforma “realiza o agendamento de forma tão eficiente e fluida que parece um atendimento humano”. A IA, nesse contexto, atua para “entregar praticidade, sem perder a sensibilidade e o acolhimento que o paciente precisa”.

Essa abordagem humanizada da tecnologia é crucial. Em um setor tão sensível como a saúde, a empatia é um valor inegociável. A IA não substitui o médico ou o recepcionista, mas atua como um facilitador que assume as tarefas repetitivas, liberando os humanos para se concentrarem em interações que exigem sensibilidade e compaixão. A plataforma GPTMaker se integra a diversas plataformas de comunicação, como WhatsApp, Telegram, Instagram e Facebook. Essa integração multifacetada permite que o paciente inicie uma conversa em sua rede social preferida e receba um atendimento inteligente e direcionado, sem a necessidade de migrar para outro canal. Além disso, a ferramenta se conecta a sistemas de gestão (ERP) e de relacionamento com o cliente (CRM), centralizando todas as informações e garantindo um histórico completo e contínuo das interações do paciente. E se a IA não souber responder, a conversa é transferida para um atendente humano, assegurando que o paciente nunca fique sem uma solução.

Análise de Impacto

A digitalização da saúde vai muito além da conveniência individual. O impacto se ramifica em múltiplas direções, afetando profissionais, clínicas, hospitais, operadoras de saúde e até mesmo o sistema público. Para as clínicas, o investimento em sistemas digitais significa um aumento significativo na eficiência operacional. A automação reduz a sobrecarga da equipe de recepção, minimiza os erros de agendamento e melhora a taxa de comparecimento. Isso se traduz em maior produtividade e, em última análise, em um melhor retorno sobre o investimento.

Para os profissionais de saúde, a tecnologia libera tempo valioso. Tarefas administrativas, como confirmar agendamentos e gerenciar o fluxo de pacientes, podem ser automatizadas, permitindo que médicos e enfermeiros se concentrem no que fazem de melhor: cuidar. No entanto, a adaptação exige que esses profissionais desenvolvam novas habilidades, como a proficiência no uso de prontuários eletrônicos e plataformas de telemedicina. O setor de tecnologia, por sua vez, se beneficia da crescente demanda por soluções inovadoras. Empresas como a Irrah Tech prosperam nesse ambiente, oferecendo ferramentas escaláveis e personalizáveis que atendem a uma necessidade de mercado cada vez mais urgente.

Do ponto de vista social, a digitalização tem o potencial de democratizar o acesso à saúde. Populações em áreas remotas ou com menos recursos de transporte podem se beneficiar da telemedicina, que elimina a barreira geográfica. No entanto, é fundamental considerar a questão da inclusão digital. Nem todos os pacientes têm acesso a dispositivos móveis ou à internet de alta velocidade, o que pode criar uma nova forma de desigualdade. O desafio é garantir que a tecnologia seja um fator de inclusão, e não de exclusão, para que a revolução digital na saúde beneficie a todos, sem exceção.

Perspectiva Comparativa

A digitalização da saúde não é um fenômeno exclusivo do Brasil. Em países como os Estados Unidos e na Europa, a adoção de prontuários eletrônicos e de plataformas de telemedicina está em estágio avançado há anos. No Brasil, a pandemia de COVID-19 atuou como um catalisador, acelerando em anos o processo que demoraria a se consolidar. A aprovação da telemedicina em caráter definitivo pelo Conselho Federal de Medicina foi um marco regulatório que abriu as portas para o crescimento exponencial que vemos hoje.

Em comparação com outros países, o Brasil se destaca pela rápida adoção do celular como principal ferramenta de acesso. Enquanto em algumas nações o computador ainda desempenha um papel mais proeminente, os brasileiros abraçaram a mobilidade, o que se reflete no dado de 85% dos agendamentos via smartphone ou tablet. Essa preferência por dispositivos móveis reflete o perfil da população brasileira, onde o acesso à internet é majoritariamente feito por celular. Outro ponto de contraste é o papel da inteligência artificial. Enquanto muitas soluções de IA focam na análise de dados complexos para diagnóstico, a abordagem de empresas como a Irrah Tech no Brasil prioriza a automação e a humanização do atendimento. O foco é na experiência do paciente, garantindo que a tecnologia seja uma ferramenta de acolhimento, não de distanciamento.

As vantagens do modelo brasileiro, impulsionado pela IA e focado no atendimento, incluem a facilidade de implementação e o baixo custo inicial, com planos a partir de R$ 87 por mês. Isso permite que clínicas de pequeno e médio porte tenham acesso a tecnologias de ponta, algo que seria inviável em outros contextos onde as soluções são mais caras e complexas. No entanto, o desafio é manter o ritmo da inovação, garantindo que o arcabouço regulatório acompanhe o avanço tecnológico e que a segurança dos dados do paciente seja sempre a prioridade máxima.

Perguntas Frequentes Sobre a Digitalização da Saúde

O que significa a digitalização da saúde?

A digitalização da saúde é o processo de integrar tecnologias digitais para aprimorar o atendimento, a gestão e a experiência do paciente. Isso inclui desde o agendamento online e o uso de prontuários eletrônicos até a telemedicina, o uso de inteligência artificial para automação e o monitoramento remoto de pacientes. O objetivo é tornar o acesso à saúde mais eficiente, conveniente e personalizado.

A telemedicina substitui as consultas presenciais?

Não. A telemedicina atua como um complemento fundamental ao cuidado presencial, não como um substituto. Ela é ideal para consultas de rotina, acompanhamento de doenças crônicas, revisões de exames e para pacientes com dificuldades de locomoção. Em casos que exigem exame físico ou procedimentos mais complexos, a consulta presencial continua sendo indispensável.

A tecnologia de agendamento online é segura?

Sim, a segurança dos dados é uma prioridade para as plataformas de agendamento. As ferramentas avançadas se conectam a sistemas de gestão e CRM, garantindo que as informações do paciente sejam centralizadas em um ambiente seguro. As plataformas são projetadas para proteger a privacidade e a confidencialidade das informações médicas, em conformidade com as leis de proteção de dados.

Como a inteligência artificial humaniza o atendimento?

A IA, como a tecnologia GPTMaker da Irrah Tech, humaniza o atendimento ao automatizar tarefas repetitivas, como o agendamento e a resposta a perguntas frequentes. Isso libera a equipe humana para focar em interações mais complexas e empáticas. A tecnologia é treinada para responder de forma natural e acolhedora, garantindo que o paciente se sinta ouvido e compreendido, mesmo em um processo automatizado.

É caro para uma clínica investir em tecnologia de automação?

Não necessariamente. Atualmente, existem soluções acessíveis para clínicas de todos os portes. Empresas como a Irrah Tech oferecem planos a partir de R$ 87 por mês, o que torna a automação viável para pequenos consultórios e clínicas que buscam otimizar o atendimento sem a necessidade de um grande investimento inicial. O custo-benefício é alto, pois a automação pode reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade em até 70%.

Conclusão: O Toque Humano na Era Digital

A digitalização da saúde não é uma mera tendência, mas a nova base sobre a qual o cuidado médico é construído. A marca impressionante de 85% dos agendamentos de consultas via dispositivos móveis é um termômetro dessa revolução, indicando que a conveniência e a autonomia são os novos motores da jornada do paciente. A telemedicina e a inteligência artificial, outrora vistas como ferramentas do futuro, já são parte do nosso presente, otimizando processos e democratizando o acesso.

Contudo, a grande lição dessa transformação, conforme sabiamente pontua Jenifer Calvi, é que “não basta ser digital, é preciso ser humanizado”. A tecnologia deve atuar como um elo, e não como uma barreira, entre o paciente e o cuidado que ele precisa. O verdadeiro sucesso da digitalização reside na capacidade de unir a rapidez da automação com a empatia do toque humano. É esse equilíbrio que definirá o futuro do atendimento médico, tornando-o mais eficiente, acessível e, acima de tudo, centrado no ser humano.

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Escrevo para o site Master Maverick há 10 anos, formado em Redes de computadores, mais curioso para todo o tipo de assunto!