Como saber qual CDB é seguro para se investir?

Um dos investimentos em renda fixa mais rentáveis da atualidade é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Investir em CDB, contudo, requer atenção à solidez da instituição emissora e ao tipo de garantia oferecida.

Embora o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) proteja aplicações até determinado limite, situações de instabilidade financeira reforçam a importância de analisar o histórico do emissor, o perfil de risco do investidor e o prazo do investimento.

Assim, é essencial compreender os fatores que indicam a segurança de um CDB para tomar decisões de investimento mais conscientes e alinhar os objetivos financeiros. Neste artigo, vamos explicar como saber qual CDB é mais seguro para investir.

Apesar de informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.

Como funciona a proteção do FGC e seus limites?

Um dos fatores que torna o CDB um investimento considerado bastante seguro é a proteção do FGC. Isso, na prática, quer dizer que, se a instituição emissora não honrar o compromisso, o FGC garante o pagamento do investidor. Assim, mesmo se o emissor quebrar, não haverá prejuízo financeiro.

Porém, é preciso ter em mente que a garantia do FGC tem um limite, que é de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Por isso, o ideal é se manter dentro desse limite e não aplicar tudo em CDBs do mesmo emissor.

Importância de analisar a solidez da instituição emissora

Outro fator muito importante para a segurança do investimento é a solidez do emissor do CDB. É preciso checar o histórico de pagamentos e os resultados financeiros do emissor antes de adquirir um título. Sempre é bom priorizar bancos filiados ao FGC com rating AA+.

O ideal é dar preferência para CDBs de instituições consolidadas no mercado. Lembre-se de que os bancos grandes geralmente pagam menos do que os menores, mas, em contrapartida, são mais seguros justamente por conta da solidez.

Avaliação de prazos e liquidez na escolha do CDB

Também é preciso ter noção de que existem CDBs de liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento, ou com pagamento no vencimento do título.

A escolha da liquidez e dos prazos do CDB deve levar em conta os objetivos financeiros e as necessidades do investidor.  Os títulos com liquidez diária, por exemplo, são ideais para reserva de emergência, enquanto CDBs no vencimento são mais indicados para investidores que queiram construir patrimônio no longo prazo.

Riscos potenciais em cenários de instabilidade financeira

O principal risco de um CDB é, claro, o risco de crédito, ou seja, de a instituição financeira que o emitiu quebrar e não pagar. Em cenários de instabilidade financeira, isso pode ser uma fonte de preocupação para os investidores.

Esse risco, no entanto, é minimizado pela proteção do FGC, que garante o pagamento se isso ocorrer, desde que o limite de R$ 250 mil seja respeitado.

No caso dos CDBs no vencimento, há o risco de liquidez e de marcação a mercado se o resgate for feito antes da hora, podendo haver perdas financeiras.

Como equilibrar segurança e rentabilidade ao investir em CDBs?

Para equilibrar segurança e rentabilidade em CDBs, é interessante diversificar os emissores dentro dos limites do FGC, priorizar bancos com um bom rating e dar preferência a títulos que paguem taxas acima de 105 a 110% do CDI.

Além disso, vale a pena alinhar prazos e tipos (pós-fixado, prefixado ou híbrido) ao horizonte de investimento. Essa estratégia permite yields superiores ao Tesouro Direto sem expor o investidor excessivamente ao risco de crédito.

Estratégias para selecionar CDBs alinhados aos objetivos financeiros

Entre as estratégias mais eficientes para escolher CDBs alinhados aos objetivos do investimento estão:

  • Definir objetivos e horizonte temporal, com metas claras;
  • Avaliar rentabilidade líquida por objetivo, fazendo simulações;
  • Priorizar segurança e rating do emissor;
  • Escolher o tipo de CDB pelo cenário e pela meta;
  • Diversificar entre vários emissores;
  • Combinar os CDBs com Tesouro Direto, ajustando à tolerância ao risco.

Escrevo para o site Master Maverick há 10 anos, formado em Redes de computadores, mais curioso para todo o tipo de assunto!