Alunos usam IA no dia a dia, mas pedem mais orientação de professores

Relatório da Oxford University Press mostra que jovens adotaram a tecnologia para estudar, mas enfrentam dificuldades sem acompanhamento pedagógico
A inteligência artificial já faz parte da rotina de estudo de adolescentes, mas a rápida adoção da tecnologia vem acompanhada de uma demanda clara por orientação humana. É o que revela o relatório Teaching the AI-Native Generation, da Oxford University Press, que analisou como jovens de 13 a 18 anos utilizam ferramentas de IA e quais desafios enfrentam ao estudar sem mediação adequada.
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Segundo o estudo, realizado com 2.000 estudantes no Reino Unido, oito em cada dez adolescentes utilizam ferramentas de IA em atividades escolares, especialmente para revisão de conteúdos, organização de tarefas e resolução de dúvidas. Ao mesmo tempo, quase metade afirma que gostaria de receber mais apoio dos professores para entender quando e como usar essas tecnologias de forma adequada.
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Os dados indicam que, embora os estudantes reconheçam o potencial da IA para apoiar o aprendizado, muitos ainda enfrentam dificuldades para avaliar a confiabilidade das informações geradas. Menos da metade afirma se sentir segura para identificar conteúdos imprecisos ou enviesados, o que reforça a importância do acompanhamento pedagógico no uso dessas ferramentas.
Para especialistas em educação, o desafio atual não está na adoção da inteligência artificial, mas na forma como ela é integrada ao processo de ensino. Modelos que combinam tecnologia com orientação humana tendem a estimular maior autonomia intelectual, pensamento crítico e uso responsável da IA, evitando que ela seja utilizada apenas como atalho para respostas prontas.
No Brasil, esse modelo já se materializa em plataformas de estudo que combinam inteligência artificial e mediação humana. O TutorMundi já ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos educacionais, distribuídos entre recursos de IA e a atuação direta de tutores em monitorias e aulas particulares. O volume indica que, mesmo com o uso crescente de ferramentas automatizadas, a presença do professor permanece central para aprofundar a compreensão dos conteúdos, validar informações e orientar o aprendizado.
À medida que a inteligência artificial se consolida no ambiente educacional, cresce a necessidade de estratégias que equilibrem eficiência tecnológica e acompanhamento pedagógico. O consenso entre estudantes, educadores e especialistas aponta para modelos híbridos, nos quais a IA atua como ferramenta de apoio, enquanto a mediação humana segue como elemento essencial para garantir aprendizado de qualidade e desenvolvimento crítico.



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