Cachorro comendo cocô: descubra causas, perigos e como acabar com esse comportamento

Muitos tutores ficam alarmados ao perceberem que seu cachorro tem o hábito de ingerir fezes, comportamento chamado coprofagia, que gera preocupação tanto pelo aspecto desagradável quanto pelas consequências para a saúde animal. Esse problema pode surgir por motivos como carências na alimentação, questões emocionais ou até curiosidade natural, exigindo atenção para identificar sua origem.

É igualmente importante destacar que os riscos não se limitam ao desconforto visual, já que a coprofagia pode expor o pet a parasitas e doenças perigosas. Por isso, medidas como a utilização de vermífugo para cachorro e mudanças no dia a dia do animal podem ajudar a prevenir essa questão, promovendo mais segurança e bem-estar ao cão.

Entenda as principais causas da coprofagia em cães

Existem várias razões que podem levar um cachorro a comer fezes, desde a falta de nutrientes na dieta até a pura curiosidade, comum especialmente entre filhotes. Outros fatores, como ansiedade, tédio ou até a observação de outros animais, também podem influenciar, assim como condições de saúde que afetam a digestão ou são causadas por infestações por vermes, já que provocam deficiências nutricionais.

Um exemplo é um cão confinado em um espaço sem estímulos, que acaba buscando distração em comportamentos inadequados, ou um filhote que, ao investigar o mundo, utiliza a boca para tudo. Observar o momento e a frequência desse ato é essencial para compreender os gatilhos, sendo útil compartilhar essas informações com um especialista e facilitar o diagnóstico.

Conheça os riscos à saúde do cachorro e da família

A ingestão de fezes pode trazer sérias ameaças à saúde do pet, como a contaminação por parasitas, bactérias e vírus que causam doenças graves, incluindo giardíase, verminoses e outros males, como obstrução intestinal. Essa prática ainda representa um perigo para os humanos, sobretudo para crianças, que podem se expor a microrganismos nocivos ao terem contato próximo com o animal.

Especialmente no Brasil, é comum que os cães enfrentem problemas de saúde por parasitas intestinais, o que destaca a importância de atenção à coprofagia. Manter a limpeza do ambiente e realizar check-ups regulares no pet são atitudes que ajudam a evitar problemas, protegendo tanto o cão quanto os tutores.

Observe sinais de problemas nutricionais no seu pet

A coprofagia pode ser um indício de que a alimentação do cachorro não está suprindo suas necessidades, com deficiências em vitaminas, minerais ou outros elementos. Uma ração de baixa qualidade ou inadequada ao porte e idade do animal pode levar a esse tipo de comportamento, na tentativa de compensar o que falta no organismo.

Avaliar a dieta com o apoio de um especialista em nutrição canina é um caminho importante, podendo incluir alimentos mais completos ou até complementos específicos. Uma nutrição bem planejada não apenas diminui a chance desse hábito, mas também eleva a saúde do pet, refletindo em sua qualidade de vida.

Invista em estímulos comportamentais para evitar o hábito

Oferecer um ambiente enriquecido com atividades é uma estratégia valiosa para desviar a atenção do cachorro de práticas indesejadas. Passeios regulares, brinquedos e sessões de treino ajudam a combater o estresse e o ócio, que frequentemente estão ligados a coprofagia.

Atividades simples, como esconder guloseimas em objetos interativos ou dedicar tempo a brincadeiras diárias, podem manter o animal ocupado e satisfeito. Essas ações não só contribuem para eliminar o problema, mas também reforçam a conexão entre tutor e cão.

Adote medidas de higiene para prevenir o acesso às fezes

Manter o espaço onde o cachorro vive sempre limpo, retirando as fezes assim que possível, é uma das formas mais de impedir que ele tenha contato com o material. Seja no jardim de casa ou durante as saídas para passear, essa atenção à limpeza evita a formação ou a continuidade do hábito.

Utilizar sacolinhas coletoras nas caminhadas e estabelecer uma rotina de varredura diária no local do pet são práticas recomendadas. Além de prevenir a coprofagia, essa dedicação à higiene reduz os riscos de contaminações, garantindo um ambiente agradável para todos.

Busque ajuda profissional para soluções definitivas

Quando o comportamento não desaparece, consultar um veterinário é indispensável para investigar causas clínicas e iniciar cuidados apropriados, como a desparasitação ou alterações na alimentação. Profissionais como adestradores ou especialistas em comportamento canino também podem oferecer técnicas para ajustar essa atitude.

A coprofagia não deve ser vista apenas como um hábito ruim, mas como um alerta que nunca deve ser ignorado. Com o acompanhamento certo, é possível superar essa questão, assegurando um futuro mais tranquilo e saudável tanto para o cachorro quanto para seu tutor.

Escrevo para o site Master Maverick há 10 anos, formado em Redes de computadores, mais curioso para todo o tipo de assunto!